1. SEES 20.3.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  SERVUS SERVORUM DEI
3. ENTREVISTA  MARCO FELICIANO  EU ACREDITO NO DILOGO
4. MALSON DA NBREGA  IDEIAS NO GENIAIS II
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN DADE  A SNDROME DE DOWN E O ENVELHECIMENTO

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.be

FLERTE COM A CENSURA
Recm-empossado no cargo de procurador da Cmara dos Deputados, o deputado Cludio Cajado (DEM-BA) flerta com a censura. Ele quer banir da internet todo contedo que, aos olhos de seus pares, parea ofensivo. O Google, por exemplo, seria instado a retirar vdeos do YouTube, plataforma de sua propriedade, sem sequer a necessidade de notificao judicial  bastando a demanda do procurador. A ideia  tornar sistemticas iniciativas vistas nas eleies de 2012, quando candidatos a prefeito e vereador exigiram a retirada do ar de contedos que no lhes eram favorveis. Reportagem de VEJA ouviu o deputado e tambm a OAB e especialistas, que apontam os riscos que tal medida oferece ao direito de acesso  informao e  liberdade de expresso. 


O INFERNO DE JUSTIN BIEBER
Aos 19 anos, Justin Bieber vive o seu pior momento desde que estourou, em 2009, com a msica Baby, no YouTube. Ele foi desprezado pelo Grammy e pela namorada, Selena Gomez, expulso de uma casa noturna na noite de seu aniversrio e teve um show cancelado em Lisboa, depois do encalhe de ingressos. A fase negra afugenta fs que dizem no reconhecer no cantor o dolo de anos atrs, mas tambm abre portas a uma reformulao da carreira. Se ele sobreviver,  claro. Reportagem no site de VEJA mostra quais so as sadas possveis para o cantor canadense dar a famosa volta por cima. 

TORCEDORES VIOLENTOS
Os casos de violncia envolvendo Corinthians e Palmeiras na Copa Libertadores puseram as torcidas organizadas na mira. O Brasil, porm, ainda no vive um cenrio to explosivo quanto a Argentina, onde as batalhas entre faces rivais so quase corriqueiras. Reportagem no site de VEJA mostra a gravssima situao do campeonato argentino e traz tambm o depoimento de um jornalista do Japo, onde o comportamento da torcida  um exemplo de boa conduta. 

A ARTE EM INHOTIM
O programa Jardineiro Casual visitou o Instituto Inhotim, um museu a cu aberto criado na dcada de 80, em Brumadinho, Minas Gerais. Em uma srie de quatro vdeos, o jornalista Marcelo Marthe mostra como uma das maiores colees de plantas do pas interage com mais de 500 obras de artistas como a brasileira Adriana Varejo e o americano Matthew Barney.
Nos prximos programas:
 Uma das maiores colees de palmeiras do Brasil
 Os mitos sobre ora-pro-nbis, espcie de cacto
 O universo das arceas vai alm do antrio e da costela-de-ado


2. CARTA AO LEITOR  SERVUS SERVORUM DEI
     As paixes nacionalistas que coloriram com bandeiras a Praa de So Pedro, no Vaticano, enquanto a multido esperava o anncio do nome do novo papa, so manifestaes sem nenhum significado maior ou duradouro. O papa no tem nacionalidade. Isso fica evidente do ponto de vista meramente burocrtico. Assim que um cardeal  eleito papa, ele recebe o famoso "Passaporte Nmero 1" e passa a desfrutar todas as imunidades diplomticas inerentes ao posto de chefe de estado do Vaticano, reconhecido como uma nao soberana. 
     A mais profunda expresso da extraterritorialidade do papa no deriva, porm, de circunstncias temporais. Entre todos os ttulos que o pontfice acumula, aquele que cala mais fundo no corao dos fiis  o descrito pela sonora frase latina Servus servorum Dei, "servo dos servos de Deus". Isso significa que o papa no se deixa limitar por fronteiras ou definir por etnias, nem ser identificado por sua origem geogrfica. Para quem cr, sua ptria  a Igreja e seus conterrneos so todos os "servos de Deus", no importa onde tenham nascido. Assim  h 2000 anos. 
     Por essas razes, o sucessor de Bento XVI, escolhido na quarta-feira passada  o cardeal Jorge Mrio Bergoglio, de 76 anos, nascido em Buenos Aires de pais imigrantes italianos, que adotou o nome de Francisco , foi apresentado aos milhares de fiis reunidos na Praa de So Pedro e aos milhes de telespectadores ao redor do planeta sem que se falasse em sua nacionalidade. Seria a mesma coisa se o escolhido fosse nigeriano, francs, americano ou brasileiro. Abaixo da superficialidade mental da pilhria e das rivalidades, to apropriadas nas disputas esportivas, a nacionalidade do novo ocupante do Trono de Pedro  irrelevante. O que vai contar ser seu desempenho na soluo dos graves problemas que derrotaram Bento XVI. Quando seu pontificado comear a frutificar com a renovao e a depurao da Igreja, pelo que rezam os catlicos, o papa Francisco ter servido bem aos servos de Deus. 


3. ENTREVISTA  MARCO FELICIANO  EU ACREDITO NO DILOGO
O novo presidente da Comisso de Direitos Humanos e Minorias da Cmara diz o
que o incomoda nos gays e por que "nem todos os negros so amaldioados".
JULIANA LINHARES


O deputado federal Marco Feliciano  metrossexual. Calma. A palavra define homens muito preocupados com a aparncia, e ele preenche os requisitos bsicos: alisa os cabelos, desenha as sobrancelhas, gosta de perfume, usa anel. Pastor pela Assembleia de Deus, ele foi indicado pelo Partido Social Cristo para presidir a Comisso dos Direitos da Cmara e abriu as portas do inferno. Um rgo que nunca foi exatamente popular caiu na boca do mundo por causa da bagagem que Feliciano carrega, como comentrios sobre a ''maldio" bblica contra os "africanos" e suas opinies a respeito de prticas homossexuais. Paulista de Orlndia, onde mora com a mulher, pastora, e trs filhas, ele fala com grande franqueza sobre os assuntos em questo e certos atos exticos praticados em Braslia. 

O senhor est sendo acusado de racismo por ter dito que o povo africano era amaldioado. Poderia esclarecer a questo?
No Gnesis, a Bblia conta que No, quando saiu da Arca, embebedou-se e ficou nu. O filho mais novo dele, Cam, riu do pai e contou o que havia visto aos dois irmos. Quando No soube da histria, em vez de puxar a orelha dele, lanou uma maldio sobre o filho de Cam, Cana. Disse que Canaa seria escravo. Naquela poca, eu tinha feito um estudo de geografia e vi que os trs filhos de No  que haviam povoado os continentes da Terra. E de Cana vieram aqueles que povoaram parte da Etipia.

O senhor est ciente de que passagens como essa foram usadas para justificar a escravido em diferentes perodos da histria e que igrejas crists, catlicas e protestantes, j fizeram um mea-culpa disso? 
Sim. As igrejas pecaram. Fizeram vista grossa e usaram teses assim para justificar e proteger a escravido. Mas eu acredito, e disse isso naquela mesma ocasio, que toda maldio  quebrada em Cristo, pelo derramamento de seu sangue na cruz. Eu no disse que os africanos so todos amaldioados. At porque o continente africano  grande demais. No tem s negros. A frica do Sul tem brancos. Minha me  negra. Se eu fosse estudar, teria direito a cotas. Olha o meu cabelo como .  todo crespo. E olha que eu dei uma esticadinha. Fao escova progressiva todo ms. Eu gosto dele liso. Minha me tambm faz no dela.

O que o incomoda nos homossexuais?
Eu sou cristo. A Bblia  o meu livro de cabeceira. Comecei a pregar com 13 anos. Rodei setenta pases ensinando a Bblia. Devo ter 8 milhes de DVDs de mensagens. A minha formao crista me ensina que o ato homossexual  errado, que  pecado. Eu no aceito o ato, mas aceito o homossexual. 

De que forma? 
O homossexual  uma pessoa. Como pessoa eu o respeito, eu tenho carinho por ele. No pratico violncia contra ele. Todavia, o ato eu no sou obrigado a aceitar. Isso no faz de mim algum que o odeia. Os militantes gays tentam me destruir pelo simples fato de eu pensar diferente deles. Num estado democrtico de direito, todo mundo tem direito  liberdade de expresso.

No existe lei que faa algum gostar de pessoas com prticas sexuais diferentes, mas a discriminao com base nisso  ilegal. O senhor acata isso? 
S o fato de eu declarar que sou contrrio no significa que estou discriminando. Eu simplesmente no apoio o ato homossexual. A raa humana para crescer precisa de um homem e uma mulher. O que est havendo  uma discriminao por parte do outro lado. Os meus direitos esto sendo tolhidos: no me deixam trabalhar, no me deixam cultuar. Uma parte da sociedade que tem poder de grito no pode impor sua condio a uma sociedade inteira.

A seu juzo, qual deve ser a punio para algum que no contrata um homossexual em virtude dessa condio? 
 discriminao. Todavia, em se tratando de certas profisses, o sentimento do corao de um pai precisa ser ouvido. Eu sou pai, tenho filhas e preciso de uma bab. Uma se candidata e declara que tem orientao sexual diferente...

O senhor contrata essa bab? 
Depende do posicionamento dela. Vou dar um exemplo prtico. Quem fez a decorao da minha casa e organiza o aniversrio das minhas filhas  um homossexual. Ele almoa comigo e com a minha esposa. Por qu? Porque  homossexual mas no faz o ato. Porque  ordeiro, porque no quer doutrinar as minhas filhas. Os gays no so problema. O meu patro, que  Deus, no impede as pessoas de viver. O problema so os ativistas. Eles ganham para isso. Eles passam o dia todo perseguindo pessoas.

O senhor j pensou na possibilidade de alguma das suas filhas se tomar homossexual? 
Claro que sim. Mas a criana  doutrinada desde cedo. As minhas filhas vem um pai e uma me que se amam. Elas frequentam um ambiente sadio. Orientao pode ser aprendida. Eu ensino as minhas filhas e espero o melhor delas. Duvido que algum pai, quando seu filho nasce, espere que ele seja homossexual. Eu ficaria triste, mas amaria minha filha da melhor forma.

Durante um congresso evanglico, o senhor disse que a aids  um cncer gay.
Eu no me lembro de ter dito isso. Disse que a aids era uma espcie de cncer e que, no principio, ela matou inmeros gays. Mas, veja, eu estava sob muita presso. Eu sofro ameaas de morte. Os ativistas pressionam muito, at voc perder o controle. Se eu disse isso, foi uma colocao um pouco infeliz.

O que o senhor diria sobre crianas que nascem com aids? 
Criancinhas no tm culpa de nada. A culpa  dos pais delas. 

O senhor se incomoda em ver dois homens se beijando? 
 algo que me provoca repulsa. Voc vai a um restaurante para jantar. Existe motel para fazer outras coisas, h lugares escondidos. O Clodovil dizia isso. Quando ele queria ter intimidade com seu parceiro, ficava entre quatro paredes. O nosso povo no est preparado para isso.

O que o senhor acha da teoria segundo a qual impulsos homossexuais podem desencadear comportamentos agressivos em relao a gays? 
Isso foi um subterfgio de Freud para explicar porque que ele tambm tinha seu lado promscuo. Ele se baseou s nele e queria que todo mundo fosse como ele. Eu reprimo porque sou um professor da Bblia. Eu sou um sacerdote. Eu sou algum que instrui. Eu sou o qu, um homossexual enrustido? Isso  um absurdo. Eu conheo pessoas que vieram do homossexualismo, alguns chegaram a ser transformistas e hoje so casados, tm filhos. E foi porque eles ouviram a palavra e voltaram.

A sua igreja converte homossexuais em heterossexuais? 
Existe o caminho do retrocesso. Ou melhor, da converso. Retrocesso  horrvel. Quero dizer, o caminho da converso, de voltar atrs.

No meio de tantos protestos, o senhor teve apoio de outros partidos? 
Do senador Magno Malta e do deputado Eduardo Cunha, do PMDB, que me deu todo o apoio. A (deputada) Benedita da Silva  minha amiga. Ela me disse: "Marco, mostra que voc  aquilo que eu conheo". A Benedita sabe que eu sou moderado. Eu acredito no dilogo.  por isso que estou nessa Casa. Agora, voc acha que os 513 deputados concordam em tudo? Voc acha que todo mundo votou tranquilo na PEC das trabalhadoras domsticas? Dentro dos banheiros, eu via deputado esmurrando a parede. Mas, na hora de votar, foi a favor, porque era um projeto de apelo popular. Eu votei a favor das empregadas domsticas porque minha me foi uma a vida toda. Existe muito teatro aqui dentro. Veja o que aconteceu com o Domingos Dutra (o ex-presidente da Comisso de Direitos Humanos da Cmara e deputado federal pelo PT-MA), por exemplo.

O que aconteceu? 
Eu conversei com ele um dia antes da votao que me elegeu. Tudo na paz. Ele disse: "Fica tranquilo". Era um acordo partidrio. E acordo partidrio no se quebra nessa Casa. Estava tudo certo. No dia seguinte, ele chegou  Cmara e deu um espetculo. Renunciou  presidncia da Comisso, ameaou chorar, disse que o que ele estava vendo l era totalitarismo, uma ditadura. Foi uma encenao piegas. Um teatro grotesco.

O senhor se sente trado? 
Sim. Mas eles que me esperem em 2014. Eu fiz a campanha pela presidente Dilma em So Paulo, sozinho, pelo meu partido. O partido estava com Jos Serra. Eu descobri como eles traem com facilidade. Hoje eu sofro caladinho, mas represento uma comunidade muito grande. Quando eles estavam desesperados, vieram correndo, implorando at mim. Em 2014, a conversa vai ser muito diferente.

Organismos de defesa dos direitos humanos, em geral, existem para proteger as camadas mais desprotegidas. Quais so elas, na sua opinio? 
Os gays no se encaixam em minorias. Eles tm os melhores empregos, esto em toda a parte cultural do pas, tm financiamento de fundaes estrangeiras. Eles tm vez. Eles tm voz. Tudo o que eles fazem a mdia divulga. Eu citaria como camadas desprotegidas os matutos que moram nos sertes e so escravizados por senhores feudais, as meninas que so violentadas no Norte e Nordeste, os moradores de rua, que no tm prato de comida. Ns damos comida aos presos! Por que os rgos governamentais no se movem para resolver esses problemas?

O que o senhor, como deputado, props para a situao de matutos, meninas violentadas e moradores de rua? 
A minha rea era outra. Eu nunca havia parado para pensar nessas questes. Eu me debrucei sobre a pasta agora e comecei a enxergar esses problemas. Cada deputado aqui  eleito por um grupo. E os parlamentares visam aos projetos para os seus grupos. Aqui no d para ser clnico-geral. Eu fui enviado aqui pelo movimento evanglico. Minha funo primordial  no deixar que se aprove o PL 122, o projeto de lei que criminaliza a homofobia. No queremos que ele seja aprovado tal como foi previsto. Ele precisa de alteraes. O texto diz que quem discriminar ser preso; mas no esclarece o que  discriminao. Se eu, como pastor, no quiser casar um casal homossexual, posso ser preso.

Qual  a proposta do seu grupo? 
Que haja limites para o que  discriminao. Para mim, discriminao  xingar a pessoa, no deix-la trabalhar, praticar violncia contra ela e pronto. J estaria de bom tamanho. Da forma que est, no vai passar.

Como tem sido chegar em casa e conversar com suas filhas sobre o que est acontecendo? 
Falar de filho arrebenta a gente. Esses dias eu fui pregar em uma cidade do interior e levei minhas filhas. Na frente da igreja havia uns trinta ativistas. Eles chutaram meu carro, fizeram gestos obscenos. Como explicar para as crianas por que esto fazendo isso com voc?

O senhor sabe que existem homossexuais que sofrem violncias similares? 
Sim. Eu lido com eles. Eu j disse: Deus  minha testemunha. Eu jamais levantaria minha mo ou minha voz para desmerecer qualquer tipo de pessoa. Eu aprendi com Jesus que ns temos de amar aqueles que ningum ama. Mas voc quer falar de crimes contra os homossexuais? No ano passado, houve 270 crimes contra homossexuais. Eu fui atrs. Destes, 70% tinham sido praticados por seus parceiros. Eram crimes passionais. Eu sinto muito por eles. Mas a verdade  que, entre esses crimes, nenhum foi praticado por cristo, digo cristo que pratica o cristianismo.

Usar postos em rgos do governo para fazer acordos polticos  pecado? 
Quando fere o povo, .

Alm de fazer progressiva, o senhor tira as sobrancelhas? 
Sim. Eu tenho excesso de hormnios. Minhas sobrancelhas se encontravam no meio. Eu era um monstrinho.


4. MALSON DA NBREGA  IDEIAS NO GENIAIS II
     Ideias tidas como geniais, mas na verdade inconvenientes, so mais comuns nos pases em desenvolvimento do que nos ricos. A explicao est nos nveis de educao e no ambiente institucional das naes avanadas, que inibem a propagao dessas ideias. Nos pases em desenvolvimento,  maior a dificuldade de entender como funciona uma economia de mercado e as motivaes que levam empresrios a assumir riscos e investir. Pouco se discutem custos e benefcios no caso de propostas de polticas pblicas. 
     No artigo anterior, analisei quatro ideias no geniais que podem fundamentar ms decises. Sou tentado a me ocupar de outras quatro. A primeira  a lei aprovada pela Cmara Municipal de Campinas (SP), em dezembro, pela qual os restaurantes devem "conceder descontos e/ou meia-poro para as pessoas que realizaram cirurgia baritrica" (reduo do estmago). Acontece que os ingredientes da comida so o menor custo dos restaurantes. Os maiores so as despesas de aluguel e pessoal. Pela mesma lgica, os restaurantes deveriam ser autorizados a cobrar o dobro dos obesos.

     A segunda, consagrada nas leis e nos costumes do pas,  a da meia-entrada para estudantes e idosos em cinemas, teatros e eventos esportivos. No h regra semelhante em outros pases, pelo menos nessa extenso. Descontos ocorrem em aes promocionais, casos de lanamento de filmes, shows e peas teatrais (os previews) ou da reduo de preos em sesses fora dos picos. A deciso  da empresa, e no da lei. Est em discusso no Senado projeto de lei que limita em 40% a venda da meia-entrada.  um paliativo, de difcil aplicao prtica, que no resolver as incertezas e distores do desconto. 
     Em uma economia de mercado, no faz sentido obrigar uma empresa privada a cobrar dois preos para o mesmo servio. O empresrio  levado a aumentar o preo para todos os consumidores. Trata-se de um caso tpico de "subsdio cruzado", em que uns pagam mais para que outros paguem menos. A "bondade" dificulta o clculo econmico, pois no d para saber quantos espectadores tero o desconto. A discriminao de preos  uma das razes dos altos valores dos ingressos para eventos culturais e esportivos no Brasil. Estender a obrigao aos restaurantes  uma completa estupidez. 
     A terceira  aplicar os recursos do petrleo do pr-sal na educao. Aqui h dois equvocos: 1) a m qualidade da educao no deriva da insuficincia de recursos, e sim da m gesto dos existentes. Proporcionalmente, o Brasil gasta em educao tanto quanto os Estados Unidos e a Alemanha. E mais do que o Japo, a Coreia do Sul e a China, que constituem xitos educacionais indiscutveis; 2) despesas permanentes no devem ser financiadas com receitas finitas (um dia o petrleo acaba) ou volteis (dependem de preos internacionais). A ideia pode acarretar mais desperdcios do que melhora da educao. 
     A quarta  a da lei que obriga a explicitar pelo menos sete impostos na nota fiscal. O objetivo, meritrio,  conscientizar o contribuinte e leva-lo a reivindicar uma menor carga tributria e melhores servios pblicos. Propagou-se que  assim nos Estados Unidos e na Europa. No  bem o caso. Nos Estados Unidos, o sale tax consta da nota porque incide apenas na venda final ao consumidor e por isso  obrigatrio o seu clculo no momento da transao. A nota no informa sobre outros impostos que gravaram o produto. Na Europa, o registro do imposto sobre o valor agregado (IVA) na nota fiscal no  a regra. Mesmo nos pases onde isso ocorre o consumidor no sabe o valor dos demais impostos.  incrvel que em meio ao nosso manicmio tributrio se crie mais uma obrigao para as empresas.  pouco provvel que a lei atinja seus objetivos. No caso da carga tributria, seu tamanho  essencialmente o efeito de gastos obrigatrios como os de aposentadoria, funcionalismo, educao e sade, de difcil reduo. No h conscientizao capaz de provocar a diminuio da carga nos anos vindouros. Proposies equivocadas, ainda que bem-intencionadas, precisam passar no teste de sua convenincia e viabilidade. Isso costuma acontecer em pases desenvolvidos, mas pelo visto no  a regra por estas plagas.


5. LEITOR
HERANA DE HUGO CHVEZ
 impossvel encontrar um lugar-comum quando o tema  o populista Hugo Chvez  um homem marcante na histria da Venezuela e da Amrica Latina. Difcil  estabelecer a qualidade das marcas que deixou, os rastros de mel e de fel que espalhou, as flores e os espinhos que plantou ("A maldio da mmia, 13 de maro). Como quase tudo o que o cerca, h mistificao e mentira na doena tratada em Cuba e, paradoxalmente, no no decantado sistema pblico de sade venezuelano. O fato  que a Venezuela pagou um preo muito alto ao longo dos catorze anos de seu "reinado", com o desmantelamento das instituies, a crise na indstria e na agricultura, a expropriao de propriedades privadas e a formao de milcias, entre tantos outros males. De todos eles, o maior  a falta de liberdade da populao e dos meios de comunicao. Nada  mais valioso do que a liberdade de ir e vir, de falar ou silenciar, de chorar ou sorrir... Por isso, repudiamos, com veemncia, qualquer tentativa de endeusamento a lderes de qualquer estirpe. A mumificao de Chvez  a prova maior do culto  personalidade de espritos totalitrios e repressores. So heris que se eternizam, mas as lembranas que deixam se mesclam com o desencanto de muitos e com mentiras cantadas aos quatro ventos. Algumas so piadas prontas, como o cncer "produzido" pelos Estados Unidos ou a possibilidade de seu retorno em breve...
MARIA DAS GRAAS TARGINO
Teresina, PI

No sei o que fez Hugo Chvez para ser to querido. O petrleo ajudou; entretanto, ainda se v em Caracas aquele favelo de cinquenta anos atrs. Nicols Maduro, seu indicado  Presidncia, sugeriu que a doena de Chvez fora um "ataque'" de seus inimigos. Que coisa! Ser que Maduro est pronto para encarar os destinos de seu pas?
NEY JULIO BARROSO
Rio de Janeiro, RJ

O fanatismo poltico pode trazer consequncias catastrficas a um pas. O Brasil precisa estar atento para no cair em tentao como los hermanos vecinos", que hoje passam por srias dificuldades.
FERNANDO AUGUSTO RODRIGUES DA COSTA
Aracaju, SE

O pior de tudo  ver a irresponsabilidade desses presidentes que jogam povo contra povo; afinal, para eles, quanto maior o caos, melhor.
Luiz CLUDIO ZABATIERO
So Paulo, SP

Hugo Chvez morreu, entretanto o testamento bolivariano j havia sido aberto, expondo uma herana de carestia e ausncia de produtos, entre outras privaes. Pobre povo venezuelano, que observa atnito o sepultamento de sua economia vitimada pela ao caudilhista do falecido "el comandante".
LUIZ GUSTAVO BARBOSA DAMSIO
Olinda, PE

Chvez calou-se para sempre. Leva junto consigo uma semiditadura retrgrada e antiquada. Acabaram-se o chavismo, o autoritarismo desmedido, a represso, a "esmola" para o povo daquele pas. Podem chorar os "rfos polticos", porque a fonte dos "petrodlares" secou, e com ela a arrogncia da dependncia do poder. Lembrando o americano Abraham Lincoln: "Voc pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas no consegue enganar a todas por todo o tempo".
MIRNA MACHADO
Guarulhos, SP

Que a metstase ditatorial no se alastre, ainda mais, na Amrica Latina. 
GUTO PACHECO
So Paulo, SP

Hugo Chvez deixou muitos rfos no Brasil. So pessoas que tm liberdade para escrever e falar o que bem entendem, exercem o direito  livre expresso, mas defendem os regimes '"castradores" de tudo. Para eles, um consolo: ainda existe a ilha dos "Castro", com o perdo do trocadilho. Queria ver um deles abdicar de toda essa liberdade para morar em um pas assim. Muitos anti-imperialistas que consideram os Estados Unidos e o capitalismo como grandes viles da humanidade no deixam de desfrutar os confortos materiais conquistados graas ao regime capitalista e moram em pases capitalistas. Ah, e adoram McDonald's e Coca-Cola. Vo para Cuba se afogar em tubana!
GIULIANQ SIMES
Por e-mail

CARTA AO LEITOR
Infelizmente a desinformao, a falta de cultura e conscincia poltica dessas populaes carentes alimentam dspotas mundo afora. Muitos choraram por Chvez Getlio, Pern e ainda choraro por Fidel, Christina, Lula, Evo Morales, Rafael Corra. Quem viveu os anos obscuros da ditadura no Brasil sabe perfeitamente o que significa a palavra liberdade. Os remanescentes desse perodo tenebroso conhecem bem as dificuldades de sobreviver em regimes totalitrios, como o da Venezuela. Espero que nossas instituies no se deteriorem, como ocorreu no pas vizinho, e que a nossa imprensa independente cumpra seu papel de sempre defender os direitos individuais e a liberdade de expresso ("Lgrimas para o dspota", 13 de maro).
CSAR MARCELO DE OLIVEIRA PAIVA
So Lus, MA

HIPERMINISTRIO DE DILMA
O que a presidente Dilma Rousseff tem a dizer  dona Maria Holanda, de Banabui, no Cear, e aos demais pequenos agropecuaristas do Nordeste? Est provado que a dizimao do rebanho na regio do semirido no ocorre s por falta de chuva. Expressiva parte do prejuzo deve ser debitada  ineficincia do governo, bem como  sua desumana burocracia ("O Parkinson burocrtico"', 13 de maro).
ALBERTO DE SOUSA BEZERRIL
Natal, RN

O Decreto-Lei N 24.645, de 10 de julho de 1934  ainda em vigor , em seu Artigo 1, diz que todos os animais existentes no Brasil so tutelados do estado. Se o estado  tutor, e cabe a ele as obrigaes concernentes  tutela de todos os animais no pas, inclui-se a a garantia  sobrevivncia tambm dos animais mostrados na reportagem de VEJA. O que foi praticado pelo governo  considerado crime  em ltima instncia  de maus-tratos e crueldade.
LUCIENE BORGES NEVES
Santos, SP

Os hiperministrios de Lula e Dilma poderiam servir de referncia para manuais do tipo: "39 maneiras de desperdiar o dinheiro do contribuinte. O quadro-resumo "O hiperministrio, que complementa a reportagem, escancara a absoluta distoro de critrios para nomear ministros: a maioria incompetente, alguns perdulrios e outros, por que no dizer, absolutamente inteis, visto que poderiam estar agrupados. Porm, interesses polticos mesquinhos e imediatistas no combinam com competncia e eficincia. Tenho muita raiva de pagar impostos para sustentar tanto descalabro!
HENRIQUE BOMS
Rio de Janeiro, RJ

Os governantes no conseguem ver um futuro prspero para o pas, mas conseguem inchar a mquina estatal.
ORLI LUIZ NARDELLI
Laurentino, SC

LYA LUFT
Sensacional o artigo da escritora Lya Luft ("Mulher: respeito e dignidade", 13 de maro). Enquanto nos prestarmos ao papel de mulher-objeto para satisfazer a cultura machista, no seremos respeitadas devidamente.
ANPRA PEREIRA MATHEUS
Belo Horizonte, MG

Concordo plenamente que as mulheres lutem por seus direitos e consigam xito, mas  uma pena que uma parte delas se banalize e se vulgarize tanto. Mulheres, valorizem-se mais!
JULIANA ALBUQUERQUE
Porto Velho, RO

HIPERMINISTRIO 2
Sobre a reportagem "O Parkinson burocrtico" (13 de maro), informo que: 1) Tomei a deciso pessoal de entregar a minha carta de demisso do Ministrio das Cidades aps avaliar que nossa gesto estava sendo prejudicada por divergncias polticas, que geraram denncias vazias publicadas na mdia; 2) No h contra mim nenhuma denncia ou inqurito na CGU, no TCU, no Ministrio Pblico, na Polcia Federal ou na Justia. Pelo reconhecido trabalho de VEJA, achei por bem reforar a percepo de que as denncias realmente no prosperaram por ser vazias.
MRIO NEGROMONTE
Deputado federal (PP-BA)
Braslia, DF

RODRIGO CONSTANTINO
O economista Rodrigo Constantino mostra clareza em suas ideias expostas na excelente entrevista "Capitalistas brasileiros. uni-vos!" (13 de maro). Sou servidor pblico federal e sinto na pele todos os dias o peso da ineficincia do estado, a inexistncia de foco na gesto e o desperdcio do dinheiro do contribuinte.
RAINER FRANGIS HOFFMANN
Sobradinho, DF

Fiquei muito feliz ao constatar que, finalmente, um jovem de minha gerao teve a coragem de dar as caras e afirmar com todas as letras sua opo pelos valores liberais.
NELSON AMANTA
Itu, SP

Objetivo e lcido, Constantino incomoda os dirigentes do Brasil.
ANDR HENRIQUE DE SOUZA NETO
Mossor, RN

CRISTIANE CARDOSO
Na reportagem A mulher virtuosa (Perfil, 13 de maro), a escritora Cristiane Cardoso parece viver na dcada de 50. De nada adianta cozinhar, tirar os sapatos do cho e guardar os problemas para si, uma vez que isso trar fadiga e impacincia  mulher, que se tornar infeliz consigo mesma e, consequentemente, com o marido.
MARIANA DE AGUIAR BUERGER
Curitiba, PR

Como algum como o bispo Renato Cardoso pode afirmar que a escolha do homem para casar  apenas para entrar na "portinha da felicidade da mulher"? E valores como amor, famlia, respeito e companheirismo so secundrios? Ento, por que os pastores vivem pregando isso? Quanta hipocrisia!
MICHELLE BRITO
Florianpolis, SC

Casamento  amor aliado ao respeito mtuo, e no subjugao.
ISA MARIA BORBA
So Paulo, SP

ROYALTIES
A suspenso de pagamentos a fornecedores e prestadores de servio pelo governador do Rio de Janeiro, Srgio Cabral, denuncia a grande dependncia que esse estado tem dos royalties do petrleo ("O circo dos royalties", 13 de maro). Nesta hora de sufoco, antes de pensar em prejudicar servios essenciais  populao, Cabral poderia revogar o decreto que concede 25 milhes de reais de incentivos com compensao de impostos s multinacionais.
FERNANDO RODRIGUES DE BAIRROS
Presidente da Associao dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras)
Guarapuava, PK

CARNE NO BRASIL
A excelente reportagem "Os horrores da carne" (13 de maro) conseguiu sintetizar perfeitamente o que ocorre com esse setor do agronegcio no mercado nacional. Uma vergonha para o nosso pas, que registra quase um tero do PIB advindo do agronegcio. O Brasil trata muito mal a sua "galinha dos ovos de ouro". Lamentvel.
SIMONE ADAM
Lajeado, RS

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
ADELE
A britnica Adele foi imbatvel na venda de DVDs no Brasil, no ano passado. Segundo a Associao Brasileira dos Produtores de Discos, ela vendeu 464.065 unidades. 
www.veja.com/radar

FAZENDO MEU BLOG
PAULA PIMENTA
CINEMA
Em Chamas, a sequncia de Jogos Vorazes, tem previso de chegar aos cinemas em 21 de novembro. E desta vez teremos o ator britnico Sam Claflin no papel de Finnick Odair. Ser que d para pular direto para novembro? 
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ESPELHO MEU
LCIA MANDEL
ESPINHAS
Conhea as nove regras para manter a pele longe das espinhas. Entre elas, o indispensvel hbito de lavar o rosto ao menos duas vezes por dia com sabonete apropriado.
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DE NOVA YORK
CAIO BLINDER
Coreia do Norte
No ser surpresa se, em breve, a Coreia do Norte aprontar uma provocao, como um ataque contra algum alvo sul-coreano. O regime de Kim Jong-um, em processo de modernizao, testa os limites.
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NOVE TEMPORADA
MAD MEN NA SEXTA TEMPORADA
Com treze episdios encomendados, a sexta temporada de Mad Men estreia em 7 de abril nos EUA. No Brasil, a HBO promete comear a exibir os episdios em 22 de abril. A estreia ter duas horas de durao. Para marcar o retorno da srie, o produtor Matthew Weiner conseguiu que Brian Sanders, um ilustrador que trabalha na rea da publicidade h mais de cinquenta anos, fizesse o cartaz da sexta temporada. As campanhas ilustradas por Sanders foram uma das muitas inspiraes de Weiner na criao da srie. Atualmente com 75 anos, Sanders continua trabalhando na Inglaterra
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VIVER BEM
PSCOA SEM CULPA
Uma boa notcia para aqueles que desejam aproveitar as delcias da Pscoa: chocolate faz bem  sade, quando consumido com moderao e dentro de um plano alimentar equilibrado. Conhea, no blog Viver Bem, os principais estudos que constataram os benefcios do chocolate amargo. O cacau fornece minerais importantes, como magnsio, clcio, ferro, cobre, zinco, potssio e as vitaminas B1, B2, B3, e C, tem alto poder antioxidante, melhora o humor e protege o sistema cardiovascular.
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QUANTO DRAMA
A AUDINCIA DOS SHORTINHOS
Sucesso instantneo nas redes sociais logo que aparece em cena, o shortinho da periguete Lurdinha, interpretada por Bruna Marquezine na novela Salve Jorge, no tem nada de novidade. Shorts e blusas minsculos foram usados por vrias beldades da TV no auge da forma. E sempre garantiram audincia. Relembre algumas personagens adeptas do estilo: Ldia Brondi, musa dos anos 80, Malu Mader, em o Mapa da Mina (1993, Letcia Spiller, em Quatro por Quatro (1994).
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 Esta pgina  citada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN DADE  A SNDROME DE DOWN E O ENVELHECIMENTO
Incluso social e cuidados com a sade garantem longevidade para a populao com essa alterao gentica.

     O intenso desenvolvimento da medicina, aliado a um importante trabalho de conscientizao e incluso social, formou a base ideal para que pessoas com sndrome de Down pudessem viver mais. Em 1920 elas viviam em mdia oito ou nove anos e geralmente morriam em decorrncia de problemas cardacos que hoje so possveis de corrigir cirurgicamente, ou de doenas infecciosas, atualmente combatidas com antibiticos. Na dcada de 1980 a mdia ficava em torno dos 30 anos e, atualmente, est em 55 anos. Mas muitos daqueles que tm a sndrome j esto ultrapassando essa estimativa e a perspectiva  que o nmero de anos vividos cresa num futuro prximo.
     Nesse cenrio, o estmulo  independncia tem provado ser determinante para o aumento da expectativa de vida de pessoas com Down. Desde a infncia  preciso incentivar a autonomia na realizao de atividades convencionais: logo cedo, ela deve ser orientada quanto aos seus prprios cuidados, como tomar banho e escovar os dentes diariamente, por exemplo; mais tarde pode ser estimulada a aprender como usar o transporte pblico para ir e vir sozinha. O estudo tambm tem um papel primordial nesse processo, de preferncia em escolas regulares, pois quanto maior o nvel educacional, melhores sero as chances de uma possvel colocao no mercado de trabalho 
     E se a incluso na sociedade  parte da ateno  sade mental para chegar bem  velhice, cuidados com a sade fsica tambm provaram ser essenciais para garantir a longevidade de pessoas com Down. A prtica de exerccios rotineiros e dieta adequada contribuem para um envelhecimento mais saudvel, diminuindo o surgimento de doenas.
     Com o avano da idade, quem tem a sndrome ter de enfrentar os desafios inerentes a essa fase, como problemas oftalmolgicos, hipertenso, comprometimento da audio e doenas cardacas. A nica diferena em relao a quem no tem Down  que esse perodo apresenta-se mais precocemente, geralmente aos 40 anos. Apneia do sono, obesidade, depresso e ansiedade, alm de demncia e Alzheimer, tambm fazem parte das patologias associadas  sndrome. Mais predisposta a apresentar tais disfunes, essa populao deve fazer acompanhamento preventivo frequente.
 preciso salientar que a sndrome de Down no  uma doena, mas sim uma alterao gentica, ou seja, uma condio em que o indivduo tem 47 cromossomos nas clulas em vez de ter 46. No existem diferentes graus de Down, mas sim diferenas entre personalidades e estmulos. Por isso, quanto mais estimulada, includa e saudvel a pessoa for, melhor ser o desenvolvimento e a qualidade de vida em qualquer idade.


